Diálogo é guerra, guerra é diálogo: A novilíngua dos burocratas do Tucanistão contra o movimento de ocupações

Blog da Boitempo

guerra diálogo blogBlog da Boitempo apresenta em seu Espaço do leitor textos inéditos escritos por nossos leitores. Quer colaborar também? Saiba como no fim deste post!

Por Erick Quintas Corrêa.

I.

No regime totalitário descrito por George Orwell em 1984, o Partido (governo único e onipresente) dispunha de um idioma próprio, engendrado artificialmente, chamado Novilíngua. Ao remover o significado das palavras, destituindo-as de sentido, a Novilíngua era responsável pela redução do pensamento e da comunicação sociais a uma só dimensão1, eliminando destas esferas da sociabilidade humana qualquer forma de diálogo e reciprocidade. No romance distópico de Orwell, assim como na realidade de inúmeros regimes totalitários modernos, o que estava em jogo era a conversão de sociedades dinâmicas e plurais em uma massa passiva e inerte facilmente manipulável pelo Partido. Entre os neologismos totalitários desenvolvidos pelos programadores da Novilíngua e pelos dirigentes do Partido, destaca-se o lema “Guerra é…

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