Notas sobre arte e política em Adorno e Benjamin

Blog da Boitempo

15.09.11_Ricardo Musse_Adorno e Benjamin
Por Ricardo Musse.

Em um texto que se tornou clássico, “Résumé über Kulturindustrie” (“A indústria cultural”, na tradução brasileira), de 1968, Theodor Adorno relembra que, durante a redação dos esboços de Dialética do esclarecimento, ele e Max Horkheimer ainda utilizavam a expressão “cultura de massas”. Por ocasião da publicação do livro (1947), no entanto, optaram pelo termo –ali utilizado pela primeira vez– “indústria cultural”, “a fim de excluir de antemão a interpretação que agrada aos advogados da coisa; estes pretendem que se trata de algo como uma cultura surgindo espontaneamente das próprias massas, em suma, de uma forma contemporânea de arte popular”.[1]

O conceito indústria cultural percorre a obra de Adorno desde “Sobre a situação social da música”,[2] primeiro artigo que publicou na revista do Instituto de Pesquisa Social em 1932. Desenvolveu-se, no final dos anos 1930, como ele próprio relata, como uma espécie…

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