Modo de vida camponês ainda resiste entre pequenos agricultores – Jornal da USP

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Algumas famílias vão pouco à cidade, trocam mercadorias e passam meses sem o consumo proporcionado pelo dinheiro

Embora o agronegócio seja a nova face da agricultura, os camponeses resistem aos avanços tecnológicos no campo e se encontram plenamente ativos em algumas regiões brasileiras. Para compreender o modo de vida dessas pessoas e analisar aspectos que entremeiam a produção de alimentos que fogem às relações capitalistas, uma pesquisa da USP deu voz às famílias de agricultores que vivem em sítios no município de Ribeirão Branco, São Paulo, umas das principais regiões produtoras de tomate do País.

A motivação para o estudo veio das memórias da socióloga e autora da pesquisa, Lucinei Paes de Lima, que passou boa parte da infância e da adolescência na propriedade da família no interior paulista, onde frequentemente ia à roça junto com as irmãs e seus pais para trabalhar a terra. Na época, plantavam feijão, arroz, milho, cebola, vagem, ervilha e tomate, além de manterem uma pequena horta, um pomar com frutas e pequenos animais: porcos, galinhas e uma vaca para obter leite e fazer queijo para o consumo da família. >>>Mais

2ª Virada Poética

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A Virada Poética é um convite à celebração da amizade, da poesia, da vida. Os amigos poetas, escritores, músicos e artistas se encontram para conversar sobre o feminino na poesia. Leem os poemas preferidos. Os músicos tocam seus instrumentos. A dançarina flutua pelo salão. A atriz mergulha na memória e nos desafia com seu teatro. Quem quiser participar de leitura de poemas, favor confirmar com o Cesar, e-mail cacarvalho49@gmail.com.

As lutas por espaços públicos em São Paulo e o caso Tempelhof | observaSP

Luanda Vannuchi** e Mariana Schiller*

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Para todos e 100% Parque

Quando em 2008 o aeroporto Berlin-Tempelhof, na capital da Alemanha, parou de operar, o destino daquela enorme área livre localizada bem no meio da cidade se transformou em motivo de debate.

A expectativa era grande. De um lado, moradores sonhavam em transformar o espaço em um parque público aberto a todos. Do outro, o mercado imobiliário tinha, evidentemente, interesse em promover incorporação e desenvolvimento imobiliário na enorme área de localização privilegiada e subitamente disponível em uma cidade com população e turismo crescentes. A empresa (privatizada) responsável pelo patrimônio imobiliário e fundiário de Berlim se colocou contra a abertura do parque, alegando “riscos e custos”, e a área permaneceu fechada e sem uso ao longo de 18 meses. Grupos favoráveis ao parque passaram então a realizar protestos e lançaram a campanha pública “Tempelhof para todos”, angariando apoio de várias organizações sociais e do partido verde local.>>>Mais

O discursinho do emprego e a revisão do Plano Diretor | blog da Raquel Rolnik

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Não é de hoje que ouvimos o argumento de que a regulação urbanística que define o que pode ser feito em cada terreno da cidade limita a indústria da construção civil e o mercado imobiliário, que seriam grandes geradores de empregos. Essa ideia tem servido de pretexto para o anúncio, pela gestão do prefeito João Doria, de propostas de mudanças no Plano Diretor Estratégico de São Paulo, em vigor desde 2014 e com revisão programada apenas para 2021.

Algumas destas possíveis mudanças já foram sinalizadas por Doria e Heloísa Proença, secretária de Urbanismo e Licenciamento: aumentar o número máximo de vagas de garagens e o tamanho máximo dos apartamentos permitido nos prédios, especialmente os localizados junto aos corredores de ônibus e estações de trem e metrô; e diminuir a cobrança de outorga onerosa – que os construtores devem pagar para construir prédios em certas áreas da cidade, aumentar a altura máxima dos prédios em áreas em que esta altura é hoje restrita.>>>Mais

 

A luta e a arte de mulheres palestinas | Brasil de Fato

Conheça os projetos culturais e sociais coordenados por palestinas na Cisjordânia ocupada / Júlia Dolce e Victor Labaki

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No Ocidente, o estereótipo de mulheres árabes, principalmente as muçulmanas, quase sempre está atrelado a submissão e passividade. A noção de superioridade das nações ocidentais se fundamenta muitas vezes em uma suposta ideia de que vivemos em uma sociedade mais avançada em relação aos direitos e à igualdade social.

Baseado nesse estigma, até mesmo intervenções militares em países do Oriente Médio já foram justificadas. Na Palestina ocupada não é diferente: Israel se privilegia constantemente de uma máscara ‘democrática’ em relação às questões de gênero para desumanizar e oprimir a população palestina.

No entanto, de guerrilheiras como Leila Khaled, à poetisas como Rafeef Ziadah, as mulheres palestinas vêm destruindo esse estereótipo há décadas. Recentemente, o discurso poderoso da ativista palestina-estadunidense Linda Sarsour na Marcha das Mulheres, em Washington, no dia seguinte à posse de Trump, viralizou na internet. “Eu me coloco aqui em frente a vocês, sem remorsos por ser muçulmana-americana, sem remorsos por ser palestina-americana”. >>>>

A permanência de Hannah Arendt / PesquisaFapesp

Aos 110 anos de seu nascimento, os fundamentos lançados pela pensadora continuam férteis

Passados 110 anos de seu nascimento, completados em 14 de outubro, e 41 anos de sua morte, a pensadora alemã Hannah Arendt adquiriu status de autor clássico e desfruta de consenso em torno da importância de sua obra, segundo Celso Lafer, professor emérito da Universidade de São Paulo (USP). Lafer foi aluno de Hannah Arendt em 1965 na Universidade Cornell (Estados Unidos), época em que, segundo ele, a pensadora era conhecida, mas controversa, entre outros motivos, por seu diagnóstico da atuação de Adolf Eichmann, alto funcionário da Alemanha nazista encarregado da deportação em massa de judeus para campos de concentração. Para Arendt, o militar era como a peça de uma engrenagem, que agia sem os benefícios da razão e do pensamento, um homem comum, o que a levou a cunhar a expressão pela qual é mais conhecida do grande público, “a banalidade do mal”.

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